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12 de julho de 2011

Artrópodes Predadores X grandes presas


Confira alguns artrópodes predadores capazes de comer presas muito maiores do que eles, em vídeo:

Aranhas Nephila


Este grupo de aranhas é famoso por tecer teias extremamente resistentes, onde as fêmeas conseguem prender animais muito maiores do que seria de esperar. Esta do vídeo é uma espécie australiana (claro que tem que vir de lá) capaz de comer pássaros. Os machos, por outro lado, são muito menores e têm comportamentos sexuais bastante interessantes, que já tratei aqui. Algumas são capazes de pegar inclusive morcegos.


Aranha Golias


A aranha-golias-comedora-de-pássaro é uma tarântula amazônica, considerada a maior de todas (se não a maior, certamente a mais pesada). Apesar do que o nome diz, ela não costuma comer pássaros, mas não dispensa pequenos rodedores, lagatos e até mesmo cobras. 

25 de agosto de 2010

Plantas Parasitas


Primeiro a Monotropa uniflora ou planta fantasma, que tem este aspecto pois não possui clorofila (imagens da Wiki):
Monotropa_uniflora.jpg

cano_indiano.JPG

Monotropa_uniflora_vermelha.JPG

E agora as belas Afrothismia hydra e Afrothismia winkleri (créditos Vincent Merckx) que expõe para fora do solo suas flores:


Afrothismia_hydra.jpg

Afrothismia_winkleri.jpg

Agora, como plantas podem viver sem clorofila ou enterradas no solo? Parasitando. Pior ainda, parasitando parasitas. Muito da diversidade e riqueza vegetal se deve a fungos de solo e suas micorrizas, associações entre fungos e plantas, uma vez que eles fornecem às plantas água e nutrientes do solo e elas fornecem açúcares formados na fotossíntese.

Claro que nem sempre a associação é tão pacífica, e muitos fungos podem apenas captar recursos das plantas sem fornecer nada em troca. O que a planta fantasma e as Afrothismiaaí acima fazem é a chamada mico-heterotrofia, ou seja, as raizes destas plantas parasitam as hifas dos fungos que se associam a outras plantas (simbiontes ou parasitas).

Graças a este estilo de vida, elas não precisam mais produzir a própria energia e podem dispensar a clorofila e as folhas, e investir apenas em raízes e flores, para crescer e se reproduzir como todo bom parasita.

20 de junho de 2010

Lagartas e Vespas: interações com formigas, mutualismo e parasitismo


O que você vê nesta imagem são duas lagartas da mariposa Liphyra brassolis, uma clara em cima e uma mais marrom embaixo (olha a cabeçinha e as antenas). Elas possuem este formato diferentes pois, como dá para perceber, atacam formigas. Estas lagartas fazem parte do grupo Lycaenidae, que possui uma série de interações com formigas, de mutualísticas, onde a lagarta fornece um líquido açucarado em troca de proteção, à predatórias (ocorre até a relação de parasitismo que já descrevi aqui no Rainha), como esta lagarta comedora de pupas.

A carapaça grossa protege contra mordidas e ainda impede que as formigas consigam virar a lagarta e atacar a parte de baixo, que é macia e vulnerável. Com esta defesa digna do Fanático, a larva de mariposa consegue crescer dentro de formigueiros e se alimentar das formigas jovens sem grandes problemas, causando grandes estragos.


Já esta bolinha branca sobre a ninfa de um fulgomorfo (parente do grilo) que se alimenta da cana-de-açúcar é uma lagarta da mariposa Epiricania melanoleuca. Diferente da grande maioria das lagartas herbívoras, esta se alimenta da hemolinfa do fulgomorfo. Não chega a matá-lo mas debilita o suficiente para que ele não se reproduza. O que é muito apreciado pelos criadores de cana, que chegam a espalhar lagartas como forma de controle biológico.



Esta bela e gorda lagarta não está decorada à toa. Cada algodão daquele pendurado na Maduca sexta (a lagarta da folha do tabaco) é um casulo de uma vespa Cotesia congregata. Cada vespinha foi depositada com cuidado dentro da lagarta e, com a ajuda de um vírus simbionte que destrói a resposta imune da lagarta, elas cresceram durante cerca de 14 dias liberando compostos que castram a Manduca e a fazem continuar no estágio de larva se alimentando e incapaz de sofrer metamorfose. Em alguns dias novas vespinhas adultas emergirão dos casulos.
Isso mesmo, para a Cotesia invadir a lagarta, ela utiliza um vírus que destrói as defesas do hospedeiro. Talvez diga também que é um príncipe herdeiro que precisa de uma conta para depositar seus ovos. Ou que achou fotos íntimas da Manduca e que basta ela clicar no meusovos.exe.


Já estas três vespas simpáticas não estão coversando nem se encarando. São fêmeas depositando ovos. Que ovos? Onde? As mamães buscam larvas de besouro da madeira Phoracantha recurva, que estão se alimentando dentro tronco de árvore q'ue está sob elas, para depositar seus ovos.
Mais do que isso. As mães sabem a qualidade da larva em que estão pondo ovos, e nas larvas mais novas, com cerca de 2 semanas, colocam apenas ovos de machos, que são menores e requerem menos recursos para crescer. Já em larvas mais velhas, como 5 semanas, preferem colocar mais ovos de fêmeas, que são maiores. Por aquele buraquinho na madeira.

Créditos: http://scienceblogs.com.br/rainha/

13 de junho de 2010

Metamorfose

Coloque a definição do vídeo para 720p e confira a Lagarta se tornar uma mariposa.




"Abaixo uma fotografia de uma outra mariposa (da mesma família) para ilustrar o quão peludas elas podem ficar."

(que bela imagem, não acham?)

Fonte.: http://scienceblogs.com.br/rainha/

10 de junho de 2010

Fotos: Peixes com mãos

Handfish são peixes de água salgada da região da Austrália vivem basicamente parados. São peixes de corais, que muitas vezes possuem apêndices na cabeça feitos para atrair a presa, e assim como seus parentes, os peixes sapo, têm nadadeiras adaptadas para suportar-se no mesmo local. Confira algumas fotos da NatGeo de espécies recentemente descobertas na Tasmânia. As cores chamativas ficam como aviso do veneno que eles costumam ter sob a pele: (Fonte: http://scienceblogs.com.br/rainha/).





23 de maio de 2010

Desenhos científicos - Imagens sensacionais

Confira alguns Desenhos Científicos ricos em detalhes e com altíssima qualidade, de autoria de Felipe Ribas. Realmente merece os Parabéns, imagens sensacionais!!  


clique nas imagens para ampliar
















Crânio

Mais informações/créditos http://scienceblogs.com.br/rainha/

17 de maio de 2010

A saída de um assassino

"Simples e bonito..."

marburg.jpg

Esta imagem acima é uma reconstituicao tridimensional computadorizada do brotamento do vírus Marburg para fora da celula infectada. Trata-se da primeira imagem do brotamento de um filovírus, mais uma linha sobre o que entendemos destes vírus letais.
O marburg é da familia Filovírus, a mesma do Ebola e assim como ele causa uma grave febre hemorrágica. Ambos são vírus de origem africana e infectam outros primatas além de humanos, e sabemos que o reservatório do ebola são morcegos frugívoros.
O nome Marburg vem da cidade de mesmo nome na Alemanha onde foram causados os primeiros casos conhecidos em humanos, em 1967, onde 31 pessoas foram infectadas e 7 morreram.
O título dramático não é muito meu costume, mas tenho uma curiosidade e admiração por estes vírus que desperta quando leio algo sobre eles.


Fonte:
Welsch, S., Kolesnikova, L., Krähling, V., Riches, J., Becker, S., & Briggs, J. (2010). Electron Tomography Reveals the Steps in Filovirus Budding PLoS Pathogens, 6 (4) DOI: 10.1371/journal.ppat.1000875

Créditos: http://scienceblogs.com.br/rainha/

16 de março de 2010

Experimento mostra evolução induzida por competição

Segundo biólogos da Universidade de Liverpool, trabalho confirma hipótese Rainha Vermelha sobre evolução

Observando a evolução de vírus que infectam bactérias ao longo de centenas de gerações, pesquisadores da Universidade de Liverpool descobriram que, se as bactérias conseguiam evoluir novas defesas, a evolução dos vírus acelerava-se e gerava maior diversidade, na comparação com situações onde as bactérias eram incapazes de se adaptar para combater a infecção.

Segundo biólogos da universidade, o estudo, publicado na revista Nature, indica que o biólogo americano Leigh Van Valen estava correto em sua "Hipótese da Rainha Vermelha".

A ideia, proposta pela primeira vez nos anos 70, recebeu o nome por conta de um trecho do livro Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, onde a Rainha Vermelha diz que "é preciso correr tudo o que se pode para não sair do lugar". Isso sugeriu o conceito de que as espécies estão numa constante corrida pela sobrevivência, e precisam evoluir novas defesas o tempo todo.

Steve Paterson, da Escola de Biociências da universidade, explica que, no passado, acreditava-se que a maior parte da evolução se dava em resposta à necessidade de adaptação ao ambiente.

A Hipótese da Rainha Vermelha modifica isso, ao indicar que a maior parte da seleção natural acontecerá, na verdade, de interações coevolutivas entre diferentes espécies, e não de interações com o ambiente.

"Isso sugere que a mudança evolutiva foi criada por adaptações do tipo 'toma-lá-dá-cá' entre espécies em constante combate". Paterson diz que, embora a teoria seja bem aceita, o novo estudo apresenta a primeira demonstração do princípio num experimento com seres vivos.

Fonte: Estado de São Paulo