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5 de agosto de 2012

Bactéria do dia: Escherichia coli

Lembra daquela "dor de barriga" terrível???  Pois é... veja abaixo uma das culpadas...


Escherichia coli (E. coli) é uma bactéria bacilar Gram-negativa, que, juntamente com o Staphylococcus aureus é a mais comum e uma das mais antigas bactérias simbiontes do homem. O seu descobridor foi o alemão-austríaco Theodor Escherich, em 1885. 

E. coli assume a forma de um bacilo e pertence à família das Enterobacteriaceae. São aeróbias e anaerobias facultativas. O seu habitat natural é o lúmen intestinal dos seres humanos e de outros animais de sangue quente. Possui múltiplos flagelos dispostos em volta da célula.


Existem, enquanto parte da microbiota normal no intestino, em grandes números. Cada pessoa evacua em média, com as fezes, um trilhão de bactérias E.coli todos os dias. A doença é devida à disseminação, noutros órgãos, das estirpes intestinais normais; ou nos casos de enterite ou meningite neonatal à invasão do lúmen intestinal por estirpes diferentes daquelas normais no indivíduo.

A presença da E.coli em água ou alimentos é indicativa de contaminação com fezes humanas (ou mais raramente de outros animais). A quantidade deE.coli em cada mililitro de água é uma das principais medidas usadas no controlo da higiene da água potável municipal, preparados alimentares e água de piscinas. Esta medida é conhecida oficialmente como índice coliforme da água. (saiba mais: Wikipédia)






3 de maio de 2012

Teixeira de Freitas-Bahia-Brasil: Impunidade?

Fonte: Centro de Visitantes de Abrolhos, em Caravelas-BA /Curso de Biologia UNEB.

O tempo passa rápido!!. Há quase um Ano duas vidas foram ceifadas por meio da irresponsabilidade de um "motorista".


Confira a reportagem:
Recém-casados morrem em acidente na BA-290
http://migre.me/8VT21

LUTO: falecimento do nosso amigo Moab Félix
http://migre.me/8VTm7


E fica a cobrança para que a Justiça faça sua parte!!

29 de agosto de 2011

Heliconius numata: As armas biológicas de uma borboleta


A bela borboleta marrom brasileira conhecida como helicônia (Heliconius numata) há muito tempo confunde os geneticistas. Ela tem sete desenhos diferentes de asas, cada um dos quais imita o de uma espécie local diferente de Melineae, outro grupo de borboletas.

Para ajudar a aperfeiçoar sua imitação dos sete modelos de Melineae, as borboletas de alguma forma fecharam o que deveria ser uma série contínua de variação natural em sete desenhos específicos.A guerra biológica é a força que propulsiona esse mimetismo. 


As lagartas de Melineae comem plantas principalmente da mortífera família das solanáceas, e absorvem em seus tecidos os venenos alcaloides pirrolizidina. Os pássaros rapidamente aprendem que as borboletas Melineae constituem uma refeição indigesta.

A Heliconius numata também é altamente tóxica porque suas lagartas armazenam glicosídeos cianogênicos das plantas de que se alimentam, que pertencem à família do maracujá. Esses dois tóxicos colaboram para produzir o mesmo conjunto de sinais de advertência porque menos borboletas precisam ser gastas para ensinar às aves a lição necessária.Mas como as borboletas helicônias conseguem ter sete formas diferentes em uma população?

Uma equipe de biólogos franceses e britânicos liderada por Mathieu Joron, do Museu Nacional de História Natural de Paris, descobriu o segredo da borboleta. Ela reúne em um supergene um grupo de 18 genes envolvidos na especificação do desenho das asas. 

O supergene é herdado como uma unidade, relatam os biólogos na edição atual da revista Nature. As diferentes versões do supergene coexistem segundo uma hierarquia de dominação.Os pesquisadores identificaram três versões do supergene, em todas as quais um certo segmento do DNA está presente em ordem inversa da sequência habitual.

Provavelmente é assim que o supergene escapa do processo habitual de embaralhamento, que depende do alinhamento dos filamentos de DNA com base na semelhança de suas sequências de DNA. Se um filamento contém um grande pedaço de DNA em ordem invertida, o alinhamento será impedido.Como tanto a helicônia como as sete espécies de Melineae são venenosas, não está claro por que a helicônia deve ser a imitadora e a Melineae, o modelo. 

A Melineae tende a ser mais tóxica e também mais comum, disse o doutor Joron, portanto se ela é o parceiro mais forte por esses motivos caberia à helicônia fazer a imitação.Outro enigma evolucionário envolve o uso dos sete desenhos de asas. Se o ciclo de mimetismo Heliconius-

Melineae convergisse em um único desenho, isso não enviaria o sinal mais potente possível? As aves teriam de lembrar de um só desenho como sinal de veneno.Um dos motivos pode ser que cada um dos desenhos é tão eficaz que não há muita pressão seletiva por um sinal mais forte, disse o doutor Joron.Outro é que a área de alcance das borboletas pode ser dividida em micro-habitats diferentes. 

Alguns desenhos de asas podem ser mais eficazes para certos predadores.O doutor Joron afirmou que houve algumas sugestões teóricas de que um mecanismo de supergene estivesse envolvido no mimetismo da helicônia.Quando diferentes ordens de genes realmente surgiram do sequenciamento do DNA da borboleta, "foi quase bom demais para ser verdade", disse.

Créditos: folha online

24 de fevereiro de 2011

Bahia inicia uso de inseto transgênico contra dengue

Cerca de 10 mil mosquitos foram soltos; "missão" é fecundar fêmea normal. Filhotes que resultam do cruzamento morrem antes de chegar à fase adulta, o que reduziria a população do animal 



Em busca de um novo método para a erradicação do mosquito Aedes aegypti, pesquisadores estão soltando uma versão transgênica do inseto em bairros de Juazeiro (BA). O bicho geneticamente modificado gera filhotes que não chegam à fase adulta.

A iniciativa, coordenada pela bióloga Margareth Capurro, pesquisadora da USP, foi aprovada pela CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança).

Os cientistas misturam material genético de drosófilas, conhecidas popularmente como moscas-das-frutas, ao do A. aegypti.

A transformação faz com que seus filhotes produzam uma proteína que causa sua morte ainda no estágio larval ou de pupa (a fase de casulo).

Em laboratório, os embriões são produzidos pela Biofábrica Moscamed, em Juazeiro (BA), e identificados com um marcador fluorescente. Por diferença de tamanho em relação às fêmeas, os machos -que alimentam-se de néctar e sucos vegetais- são isolados antes da fase adulta, quando serão liberados no ambiente.

Eles serão soltos em cinco bairros da cidade. Lá, concorrerão para procriarem com as fêmeas, o que, em longo prazo, deve reduzir a população local dos insetos.

A previsão é de liberação de 50 mil mosquitos por semana nesses locais, e a conclusão do estudo está prevista para 18 meses após o início do procedimento.

Os primeiros 10 mil mosquitos já foram soltos na última segunda-feira, no bairro de Itaberaba. Amanhã, serão liberados mais 8.000 no mesmo local.



RISCOS
A princípio, a liberação de espécimes do Aedes aegypti nessas regiões apresentaria dois riscos: aumento da incidência da dengue e desequilíbrio ambiental.

Ambos, diz Capurro, são praticamente nulos. "Os mosquitos machos não se alimentam de sangue, por isso não transmitem a doença, e sua única função é copular com as fêmeas", afirma.

Além disso, o A. aegypti não é nativo do Brasil e encontrou um ambiente ideal porque não possui predadores naturais por aqui.

"Os mosquitos transgênicos vivem por aproximadamente sete dias e não deixam descendentes. Para retirá-los da população de insetos do local, basta parar de abastecê-la com novos indivíduos."

Ela destaca as vantagens do procedimento. Apesar de mais caro, pode substituir inseticidas e larvicidas, reduzindo o lançamento de possíveis poluentes no ambiente.

"O que essas substâncias fazem é selecionar indivíduos resistentes, que não morrem com os produtos", aponta a bióloga.



Fonte.: Folha.com

7 de novembro de 2010

Matas ciliares: Por que o código florestal que tramita no congresso não pode ser aprovado



A proposta de código florestal entregue ao congresso sugere a redução nas áreas vegetadas às margens de rios com menos de 5 m de largura. A redução das matas ciliares legalmente protegidas será de 30 m a partir da margem do rio na cheia para 15 m a partir da margem do rio na seca para cada lado. Os rios mais afetados por esta mudança seriam os de cabeceira, rios já muito degradados por pastagens e assoreamento.


Metade das espécies de anfíbios da Mata Atlântica são restritas a este ambiente, 45 espécies de peixes ameaçados de São Paulo só ocorrem nestes riachos de cabeceira, sem falar em borboletas, mamíferos semi-aquáticos e plantas restritos a este ambiente. As matas ciliares servem de corredores para a dispersão de vegetais e conexão de populações isoladas pela fragmentação da paisagem, impactos em áreas de cabeceira descem os rios com a correnteza afetando-os como um todo. Impactos aí podem resultar em epidemias de dengue e hantavirose, entre outras doenças.
A preservação das matas ciliares e seu referencial a partir da margem do rio na cheia são essenciais para a manutenção destes ambientes e de outros que dele dependem. Em vez de reduzir a área de reserva às margens dos rios o novo código florestal deveria estimular sua recuperação.
Como é:
O Código Florestal (Lei n.° 4.777/65) desde 1965 inclui as matas ciliares na categoria de áreas de preservação permanente (APP). Assim toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios deve ser preservada. De acordo com o artigo 2° desta lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d'água. A tabela apresenta as dimensões das faixas de mata ciliar em relação à largura dos rios, lagos, etc.

Largura Mínima da Faixa
Situação
30 m em cada margemRios  com menos de 10 m de largura
50 m em cada margemRios  com 10 a 50 m de largura
100 m em cada margemRios  com 50 a 200 m de largura
200 m em cada margemRios  com 200 a 600 m de largura
500 m em cada margemRios  com largura superior a 600 m
Raio de 50 mNascentes
30 m ao redor do espelho d'águaLagos ou resevatórios em áreas urbanas
50 m ao redor do espelho d'águaLagos ou reservatórios em zona rural, com área menor que 20 ha
100 m ao redor do espelho d'águaLagos ou reservatórios em zona rural, com área igual ou superior a 20 ha
100 m ao redor do espelho d'águaRepresas de hidrelétricas



Fonte.: 
blog Ciência á Bessa http://twixar.com/Qljq
Mata Ciliar http://twixar.com/CGBAQ
Código Florestal Brasileiro: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4771.htm

Microalga de esgoto pode virar biodiesel

Técnica de estudante de graduação é barata e produz óleo com qualidade dos vegetais




Pode-se dizer que a tecnologia desenvolvida pelo engenheiro ambiental Aderlânio da Silva Cardoso, da Universidade Federal de Tocantins, é duplamente verde: além de desembocar num combustível renovável, ela ainda aproveita resíduos que, sem esse uso, seriam simplesmente descartados.


Quando ainda era estudante de graduação, ele conseguiu produzir biodiesel a partir de algas usadas para tratar esgoto numa estação da cidade de Palmas. Elas seriam lançadas num córrego nas proximidades.
A ideia lhe rendeu o 3º lugar numa das categorias do prêmio Jovem Cientista, um dos mais importantes do país na área, e R$ 7.000 no bolso.
As microalgas são produtoras de lipídeos (moléculas de gorduras), substâncias comumente utilizadas na obtenção de biodiesel. "Ao todo, 16% da composição dessas algas é óleo", conta.
Disso, já se sabia. Mas o processo de extração do óleo dessas algas microscópicas foi uma novidade.
Elas foram coletadas e submetidas a uma mistura de solventes orgânicos para que o seu óleo se separasse. O que resta de água é evaporado e, então, o biodiesel pode ser produzido.
O processo ficou bem mais barato do que aqueles que precisam cultivar as microalgas e necessitam de equipamentos como centrifugadoras, tanques e reatores para produzir o biodiesel.
"Há pouca literatura nacional, e a maioria das hipóteses pesquisadas teve o uso de metodologias estrangeiras para produzir biodiesel de algas", explica Cardoso.

QUALIDADE VEGETAL
Além de mais barato, e de usar aquilo que seria jogado fora, o biodiesel das microalgas é uma alternativa ao óleo vegetal. Atualmente, 80% da produção brasileira de biodiesel vêm do óleo de soja (cuja demanda é grande e cresce 3,6% ao ano).
A qualidade do óleo das algas para produção de combustível, para Cardoso, é semelhante à dos vegetais.
"Ainda é possível obter outros produtos, como o etanol, biogás e hidrogênio, a partir dessas microalgas", afirma o engenheiro ambiental. Ele seguiu com essa linha de pesquisa no mestrado.
"Meu trabalho é uma oportunidade de mostrar que na região Norte temos bons pesquisadores, professores e instituições", diz Cardoso.
O prêmio será entregue a ele e aos demais contemplados no dia 17 de novembro. Depois disso, o pesquisador espera que alguma empresa se anime a trazer sua ideia para o mercado.

Fonte.: Folha Online
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

24 de outubro de 2010

Enigmas: Camuflagens 2

Enigma 01:

para quem não achou. ai vai... olhe bem no canto superior direito. lá está a nossa lagartinha verde rsrs (esse foi mais fácil)



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Enigma 02

O problema aqui é a capacidade de algumas larvas de crisopa de grudar a sujeira do ambiente em seu corpo, criando um ótimo disfarce.
Confira:


Fantástico, não é?

16 de outubro de 2010

Enigmas: Camuflagens

01: Encontre uma lagarta nesta foto.



02. Encontre o crisopa nesta foto, se você achar... é muito neseravão... kkkk.
Dica: Não se atente no ovo branquinho dele abaixo, à esquerda, que não é isso. (rsrs)


Fonte.: depois colocarei, junto à resolução.

14 de outubro de 2010

Bióloga descobre inseto não catalogado na ilha de Páscoa

Cientistas identificaram uma nova espécie de inseto, ainda não catalogada, na ilha de Páscoa, ao sul do oceano Pacífico.






Ainda sem nome e do tamanho equivalente a um grão de arroz, o inseto estava em uma caverna e há possibilidade de haver outros, conta a biológa Jut Wynne da Universidade do Norte do Arizona.


Famosa pela suas estátuas de pedra moai, a ilha tem uma história ligada à rota do comércio escravo e foi habitada por uma população indígena dizimada por doenças vindas da Europa.
O ambiente também se alterou com a chegada de espécimes não nativas, como ratos. Hoje, grande parte dos seres vivos encontrados no local veio de outras regiões, explica a bióloga.
Ainda pairam dúvidas se o inseto, uma espécie de piolho de livro--ou Psocoptera--, é nativo da ilha ou se veio migrou de outra parte da Polinésia.




Fonte.: Folha.com

20 de setembro de 2010

Biólogos avaliam pontos fracos no DNA de parasitas

Trypanosoma
 
Biólogos brasileiros estão buscando no DNA o calcanhar-de-aquiles de parasitas como o Trypanosoma, causador do mal de Chagas, e o Leishmania, responsável pela leishmaniose. A ideia é achar formas de impedir que os micróbios consertem seus genes danificados, matando-os. Carlos Renato Machado, da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) estuda como os raios gama -que quebram DNA, desorganizam células e atrapalham a recombinação de proteínas -afeta o Trypanosoma. 

Leishmania
A recombinação de proteínas é vital nesse parasita. Isso porque o Trypanosoma se protege do sistema de defesa do organismo com uma espécie de "capa" de proteínas. Quando essa proteção é flagrada, o parasita produz uma nova proteína na sua capa. "É preciso entender essa recombinação de proteína", afirma Machado.

O estudo dos efeitos da radiação nesses parasitas, no entanto, não significa que o tratamento possa vir de radioterapia. Isso já foi tentado, sem sucesso, nos EUA. "Esses parasitas são muito mais resistentes que os seres humanos à radiação. O importante, aqui, é ver como o DNA pode ser lesionado e como se dá a reconstrução", explica Machado.
Fonte.: FolhaOnline

10 de setembro de 2010

Mosquito com alta imunidade vence parasita da malária


Resposta imune dos insetos foi estimulada pelos cientistas; eficiência foi de 100%

Créditos: FolhaOnline

Imagine erradicar uma doença transmitida por mosquitos fazendo com que eles desenvolvam imunidade capaz de destruí-la antes que a moléstia chegue às pessoas. Nesse sentido caminham os estudos de pesquisadores dos EUA, Índia e do Brasil. Eles estão analisando a resposta imune do mosquito Anopheles gambiae ao parasita que causa a malária -o Plasmodium. O Anopheles é o principal mosquito vetor da malária na África, onde está a maioria dos cerca de um milhão de infectados no mundo.
"Os Anopheles apresentam uma resposta imune natural ao Plasmodium, mas alguns parasitas conseguem completar o ciclo", explica o biólogo Fábio Brayner, que fez a pesquisa com Luiz Carlos Alves - ambos do CPqAM (Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães). O trabalho rendeu um artigo, publicado na revista "Science".

Os pesquisadores potencializaram a resposta imune dos mosquitos vetores da malária por meio de transferência da hemolinfa (equivalente ao sangue) de mosquitos infectados para sadios. A transfusão foi feita por micromanipulação. "Conseguimos inocular o volume de hemolinfa desejado em mosquitos sadios. Depois, esses receptores foram infectados pelo Plasmodium", explica Luiz Alves, do CPqAM. 

O resultado foi que, com o passar do tempo, 100% dos mosquitos estimulados responderam eficientemente. Mas ainda é cedo para se falar em erradicação da malária. "São necessários estudos moleculares para identificar os elementos envolvidos na destruição do Plasmodium", finaliza Brayner.

6 de setembro de 2010

Na África: Formigas X Elefantes





Às vezes, até uma formiga é capaz de vencer um elefante. Não se trata de mais um refrão de autoajuda: é justamente isso que acontece quando certas espécies desses insetos vivem em acácias. Pesquisadores notaram que elefantes (Loxodonta africana) das savanas da África ao sul do Saara, que devoram folhas e galhos de muitas espécies de árvores, não chegavam perto de um tipo de acácia (conhecida como Acacia drepanolobium). Os cientistas descobriram que quatro espécies de formigas (Crematogaster mimosae, C. nigriceps, C. sjostedti e Tetraponera penzigi) protegem as árvores onde moram dos ataques dos elefantes.
A estratégia é simples: elas entram nas trombas e começam a picar e morder suas partes internas. Ao contrário do couro do elefante, que é muito resistente, a tromba tem muitas terminações nervosas extremamente sensíveis. Isso não acontece com as girafas. Devido à sua superlíngua, esses animais conseguem "varrer" as formigas das folhas para se alimentar.
Aparentemente, os elefantes são os únicos animais vulneráveis aos ataques.



SEM FORMIGAS
 
Os pesquisadores realizaram um experimento de 12 meses e verificaram que, sem formigas, os elefantes voltavam a se alimentar normalmente dessas acácias. A densidade de árvores e a quantidade de elefantes está diretamente relacionada na África. Quando as populações dos animais aumentam, a quantidade de árvores diminui --o que significa redução de absorção de CO2.  "A cobertura das árvores regula o ecossistema como um todo, incluindo a absorção de carbono e a dinâmica da alimentação dos bichos", diz Todd Palmer, da Universidade da Califórnia, um dos autores do estudo. Por isso, os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de usar as formigas como barreiras naturais para proteção das árvores.
O estudo foi publicado na revista "Current Biology".


Fonte.: FolhaOnline

Bióloga descobre cavalo com tromba que viveu no Brasil

Estrutura permitia que ele, em vez de comer grama como os cavalos atuais, devorasse ramos de arbustos

Causas da extinção de grandes animais como o "Hippidion principale", há mais de 10 mil anos, ainda não estão claras 


Ilustração mostra a espécie se alimentando em arbusto, com pequena tromba saindo da sua face; ao contrário dos cavalos atuais, sua alimentação não era só de grama


O termo preferido pelos biólogos, um tanto hermético, é "probóscide vestibular". Em português mais castiço: uma tromba modesta. O que, em se tratando de um cavalo, é bastante esquisito. Esquisito, mas real, indica a análise de uma bióloga da Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). A explicação para traços misteriosos do crânio do Hippidion principale, que viveu no Brasil na Era do Gelo, é ele ter tido uma "trombinha". "Nos sítios paleontológicos, muitas vezes o Hippidion aparece com o Equus neogeus, semelhante ao cavalo atual", diz Camila Bernardes. "Se animais com parentesco muito próximo habitam o mesmo local, é porque há diferenças entre eles que minimizam a competição." A maior pista veio do osso nasal do crânio do bicho, que é projetado para a frente. "Pelo crânio, parece um unicórnio", brinca a bióloga.
O lugar onde se encaixam o osso nasal e o osso maxilar do bicho é recuado perto do que se vê nos cavalos de hoje, e a região é cheia de depressões, as chamadas fossas. É possível saber, analisando calombos e depressões na estrutura óssea, como eram os músculos de um animal.

Assim, Bernardes concluiu que os músculos responsáveis por erguer o lábio superior do Hippidion eram bem mais potentes, e capazes de repuxar o beiço do bicho por uma extensão maior, do que os dos equinos atuais.
A tromba possivelmente ajudava o animal a ser especialista em agarrar e devorar ramos de pequenos arbustos com o superlábio. Assim, ele não competia tanto com o Equus, um comedor de grama, como os cavalos atuais.
O bicho tinha patas relativamente curtas. Era parrudo, quase um pônei, e habitava savanas bastante secas. Seus fósseis foram encontrados em sítios do Piauí à Bahia, no Nordeste, e em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, além de Peru, Bolívia e Argentina. A distribuição do Equus neogeus é similar. Todos os cavalos sul-americanos estavam extintos quando a Era do Gelo terminou, há 10 mil anos -os cavalos atuais foram "importados" há poucos séculos. As causas do sumiço são controversas. Para uns, grandes herbívoros foram caçados até a extinção pelos primeiros humanos que chegaram às Américas. Para outros, a culpa foi das mudanças climáticas, que teriam gerado perda de habitat.

Créditos: FolhaOnline

3 de setembro de 2010

Dia do Biólogo - 03 de setembro

Pesquisando na internet, sobre o dia do Biólogo, vi muita coisa... em um dos sites estava escrito "aquele de dá nomes estranhos aos bichos". rsrs Biologia é muito mais... muito mais do que isso meu povo.
 Parabéns a todos!! 
 
Biologia, palavra de origem grega, significa ciência da vida.

No Brasil, a profissão de Biólogo foi regulamentada Lei número 6.684 de 03 de setembro de 1979. Devido a isso instituiu-se o Dia do Biólogo nesta data.

As três áreas da Biologia são: meio ambiente, biotecnologia, saúde. O estudo da vida exige um grau de especialização tão grande, que a Biologia é um das profissões com maior número de profissionais com pós-graduação nos níveis de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

São mais de 80 mil biólogos no Brasil atuando em empresas, instituições de pesquisa, fundações e em órgãos públicos, nas mais diversas áreas, tais como: sustentabilidade e biodiversidade dos ecossistemas; gestão ambiental; ecoturismo; gestão de jardins botânicos; zoológicos parques; licenciamento e controle ambiental; monitoramento biológico da qualidade do ar, água e solo; educação ambiental; engenharia genética; análises clínicas; controle de zoonoses; saúde pública; vigilância sanitária etc.

No país, a legislação exige a elaboração de estudos de impacto ambiental para a implementação de certos empreendimentos: a construção de usinas hidrelétricas, a exploração minerária e a implementação de indústrias. A criação de leis para crimes ambientais, aliada a preocupação e a conscientização da população quanto à preservação do meio ambiente, tem resultado num reconhecimento cada vez maior do papel do biólogo na sociedade. Além disso, temas importantes da atualidade, como transgênicos, células-tronco, biotecnologia, biodiversidade, aquecimento global, H1N1 (gripe suína), tem a participação efetiva de Biólogos, o que explica a o aumento da demanda do mercado de trabalho para atuação deste profissional.

Uma das preocupações do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Biologia está exatamente no crescimento desordenado dos curso de ciências biológicas em todo o Brasil. Há dez anos atrás existiam algumas dezenas cursos e atualmente são cerca de 600 em todo o Brasil. A maioria desses novos cursos surgiu principalmente em instituições particulares e muitos desses novos cursos foram abertos em cidades que possuem pouca capacidade para absorção dos profissionais biólogos no mercado de trabalho. Um dos papeis dos Conselhos Regionais de Biologia é garantir a qualidade dos cursos de Ciências Biológicas no país.

Nos trinta e um anos de regulamentação da profissão o desafio do Conselho Federal de Biologia e dos Conselhos Regionais de Biologia está em garantir a formação de profissionais cada vez melhores, éticos e conscientes.

A Biologia atualmente é considerada como a profissão do futuro. Cabe aos biólogos, a busca incessante das respostas as questões biológicas importantes, não apenas no âmbito da categoria, mas, requeridas pela sociedade brasileira.

29 de agosto de 2010

Diversidade biológica

“Aceitamos que satélites, planetas, sóis, o universo, não, sistemas de universos inteiros sejam governados por leis. Mas o menor dos insetos, nós desejamos que tenha sido criado por um ato especial” – Charles Darwin

Sobre a variedade sempre surpreendente da vida.
Primeiro, um sapo do tamanho de um ervilha, com pouco mais de um centímetro de tamanho.
É o Microhyla nepenthicola, encontrado por cientistas na ilha de Bornéu, e o menor sapo do Velho Mundo. Ele foi achado pelo seu coachar, e você confere o som desta ervilha anfíbia cantante clicando na imagem.



Outro animal inusitado é o peixe-tripé (Bathypterois grallator), que pode ficar literalmente de pé sobre três apêndices longos, de até mais de 30 centímetros, esperando suas presas. Assista no vídeo capturado a 1.443 metros de profundidade:


19 de agosto de 2010

Tulipas: Beleza Viral



As tulipas eram negociadas em mercados especiais, e variedades com cores "quebradas", diferentes padrões que variavam as cores mais simples, eram as mais valorizadas. A Semper Augustus, pintada acima, foi a tulipa mais cara e chegou a custar 5500 florins, o equivalente a mais de 100 mil reais em ouro atualmente. 

O que tornava estas tulipas especiais era o fato da quebra de cores ser imprevisível, e as flores "quebradas" não podiam ser reproduzidas por sementes e davam poucos bulbos, caríssimos. Atualmente, sabemos que esta quebra acontecia por causa de um vírus, o vírus do mosaico da tulipa (TBV), que destrói algumas células pigmentadas das pétalas, e é transmitido por pulgões, sem infectar as sementes. Por isso seu aparecimento era imprevisível, e a planta se  reproduzia com mais dificuldade.

Quem diria que uma planta doente seria mais valiosa? 

Mais detalhes sobre a história e sobre o vírus em um outro local, em breve...

Garber, P. (1989). Tulipmania Journal of Political Economy, 97 (3) DOI: 10.1086/261615

Créditos: http://scienceblogs.com.br/rainha/

6 de julho de 2010

Biólogos em Prefeituras



As análises ambientais de prefeituras gaúchas e catarinenses correm sério risco de estarem incompletas. Um levantamento do Conselho Regional de Biologia (CRBio-03) mostrou que boa parte dos municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina não tem biólogos disponíveis.

Foram enviados dois questionários às prefeituras, em 2009 e 2010. Em Santa Catarina, dos 293 remetidos, 192 tiveram resposta, e apenas 26 administrações confirmaram ter um biólogo entre seus funcionários. Já no Rio Grande do Sul, 358 questionários dos 496 enviados retornaram. Do total, 118 têm um profissional da área na prefeitura.

Os números completos poderão ser conferidos na Revista Bio 3, publicação do conselho que será lançada na quinta-feira, dia 7, às 17h, no hotel Coral Tower (Avenida Protásio Alves, 296), em Porto Alegre.

Após o lançamento, a revista estará disponível no site:http://www.crbio03.gov.br/

13 de junho de 2010

Metamorfose

Coloque a definição do vídeo para 720p e confira a Lagarta se tornar uma mariposa.




"Abaixo uma fotografia de uma outra mariposa (da mesma família) para ilustrar o quão peludas elas podem ficar."

(que bela imagem, não acham?)

Fonte.: http://scienceblogs.com.br/rainha/

27 de maio de 2010

Hoje é o Dia Nacional da Mata Atlântica

 Endêmica da Mata Atlântica, a perereca (Hypsiboas semilineatus) ocorre em áreas florestais como restingas e matas de baixada.

Ela protege uma das mais ricas biodiversidades do mundo, oferece locais de beleza cênica sem igual, contribui com o fornecimento de água para mais da metade da população brasileira e na regulação do clima de algumas das maiores cidades do país. É impossível falar da Mata Atlântica, uma das florestas mais exuberantes do mundo, sem usar superlativos para dimensionar sua importância e evidenciar sua urgente proteção. Restam apenas 7% do bioma em seu estado natural e 60% dos animais ameaçados de extinção do país dependem desse ambiente para sobreviver. (WWF)


 
Confira alguns papéis de parede com imagens da Mata Atlântica clicadas pelo fotógrafo Adriano Gambarini