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15 de abril de 2011

Novo Código Florestal e Políticos

Governo já tem posição sobre Código Florestal Líder do PT na Câmara diz que há consenso


O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), contradisse o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) e afirmou que o governo fechou posição em relação à redação do novo Código Florestal em reunião realizada ontem.



Escalado para falar com a imprensa a respeito da reunião, Luiz Sérgio disse que embates sobre pontos polêmicos do código persistiam, mas que o governo estava "progredindo" na discussão.

O ministro, traçando um cenário cauteloso, disse que o governo esperava colocar o código em votação "neste semestre". Antes, declarações de governistas indicavam uma votação ainda em abril. 

"Eu diria que nós estamos construindo uma proposta que é consensual no governo", disse, após a reunião, da qual participaram o vice-presidente, Michel Temer, e os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Izabella Teixeira (Meio Ambiente) e Wagner Rossi (Agricultura).

Duas horas depois, contudo, Paulo Teixeira convocou a imprensa para afirmar que o governo havia chegado a uma posição final acerca do novo Código Florestal a partir da reunião de horas antes, da qual ele não participou.

Mais que isso, disse que o governo enviará já na semana que vem ao Congresso "sugestões" de alterações no texto do relator Aldo Rebelo.

"A posição do governo já está definida e será levada ao Congresso na semana que vem", disse o líder do PT, sem deixar claro se essa suposta definição representava um consenso no governo.

Créditos: Folha.com

24 de novembro de 2010

Código florestal reduz até 12 vezes absorção de CO2

Redução de florestas impediria que país cumpra metas do Acordo de Copenhague 


Se implementadas, as alterações no CFB (Código Florestal Brasileiro), propostas pelo deputado Aldo Rebelo e aprovadas em julho na Câmara dos Deputados, poderão levar, no longo prazo, a emissões de CO2 equivalentes a três vezes a produção anual desse gás-estufa no Brasil.


Isso num cenário otimista. Numa análise mais pessimista, em que os proprietários de terra suprimam totalmente a vegetação na áreas isentadas pelo novo CFB, as emissões poderiam ser 12 vezes o total anual brasileiro.
Os números são de um relatório técnico preliminar divulgado pelo Observatório do Clima, que calculou os impactos do novo CFB sobre as metas climáticas do país.
"É contraditório que um país com metas de redução de emissões aprove um código florestal que reduza a capacidade de armazenamento de CO2", diz André Ferretti, coordenador do Observatório do Clima.
O Brasil emite cerca de 2 bilhões de toneladas de CO2 por ano. Na agropecuária, que contribui com cerca de 20% do total, o compromisso assumido pelo país no Acordo de Copenhague é de reduzir as emissões em 160 milhões de toneladas até 2020.
Dentre as principais mudanças propostas pelo novo CFB estão a dispensa de reserva florestal legal para pequenas propriedades (até quatro módulos fiscais) e a redução de 30 m para 15 m da área de preservação nas margens dos córregos (rios com até 5 metros de largura).

RUÍDOS NA ACADEMIA
Chamando os biólogos que se opuseram à proposta de Aldo Rebelo de "parte ruidosa da academia", o pesquisador Luís Carlos Moraes, do Centro Universitário do Oeste Paulista, afirmou ontem na Câmara dos Deputados que, se o Código Florestal atual fosse cumprido, sobraria só 25% do território brasileiro para a agropecuária.
Moraes participou de uma audiência pública organizada pela Comissão de Agricultura da Câmara.
A SBPC e a ACB (Academia Brasileira de Ciências) afirmam que a proposta de Rebelo de reforma do código não se pautou por critérios científicos. Já Moraes diz que o Conselho Federal de Biologia aprovou o relatório e que o texto de Rebelo acatou 70% das demandas da biologia. "Tem de acatar 100%?"
Segundo ele, a aplicação da lei florestal para repor todo o deficit de reserva legal do Brasil (65 milhões de hectares) demandaria R$ 260 bilhões só em mudas -o equivalente a oito anos de arrecadação de CPMF.
"Arrumem dinheiro, que eu saio plantando árvores daqui até o Amapá", disse.

Créditos:
Folha.com
SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO 
CLAUDIO ANGELO 
DE BRASÍLIA

7 de novembro de 2010

Matas ciliares: Por que o código florestal que tramita no congresso não pode ser aprovado



A proposta de código florestal entregue ao congresso sugere a redução nas áreas vegetadas às margens de rios com menos de 5 m de largura. A redução das matas ciliares legalmente protegidas será de 30 m a partir da margem do rio na cheia para 15 m a partir da margem do rio na seca para cada lado. Os rios mais afetados por esta mudança seriam os de cabeceira, rios já muito degradados por pastagens e assoreamento.


Metade das espécies de anfíbios da Mata Atlântica são restritas a este ambiente, 45 espécies de peixes ameaçados de São Paulo só ocorrem nestes riachos de cabeceira, sem falar em borboletas, mamíferos semi-aquáticos e plantas restritos a este ambiente. As matas ciliares servem de corredores para a dispersão de vegetais e conexão de populações isoladas pela fragmentação da paisagem, impactos em áreas de cabeceira descem os rios com a correnteza afetando-os como um todo. Impactos aí podem resultar em epidemias de dengue e hantavirose, entre outras doenças.
A preservação das matas ciliares e seu referencial a partir da margem do rio na cheia são essenciais para a manutenção destes ambientes e de outros que dele dependem. Em vez de reduzir a área de reserva às margens dos rios o novo código florestal deveria estimular sua recuperação.
Como é:
O Código Florestal (Lei n.° 4.777/65) desde 1965 inclui as matas ciliares na categoria de áreas de preservação permanente (APP). Assim toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios deve ser preservada. De acordo com o artigo 2° desta lei, a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d'água. A tabela apresenta as dimensões das faixas de mata ciliar em relação à largura dos rios, lagos, etc.

Largura Mínima da Faixa
Situação
30 m em cada margemRios  com menos de 10 m de largura
50 m em cada margemRios  com 10 a 50 m de largura
100 m em cada margemRios  com 50 a 200 m de largura
200 m em cada margemRios  com 200 a 600 m de largura
500 m em cada margemRios  com largura superior a 600 m
Raio de 50 mNascentes
30 m ao redor do espelho d'águaLagos ou resevatórios em áreas urbanas
50 m ao redor do espelho d'águaLagos ou reservatórios em zona rural, com área menor que 20 ha
100 m ao redor do espelho d'águaLagos ou reservatórios em zona rural, com área igual ou superior a 20 ha
100 m ao redor do espelho d'águaRepresas de hidrelétricas



Fonte.: 
blog Ciência á Bessa http://twixar.com/Qljq
Mata Ciliar http://twixar.com/CGBAQ
Código Florestal Brasileiro: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L4771.htm

28 de maio de 2010

Cyberativismo: Código Florestal Brasileiro






Olá, ciberativista,


Em breve, o Brasil conhecerá a proposta do deputado
Aldo Rebelo de um novo Código Florestal, prometida
para o dia 1o de junho.

Seu texto, mais do que tratar de Áreas de Preservação
 Permanente e Reserva Legal, será a tradução da visão
 que ele tem sobre o futuro de nossas florestas.

Uma visão ultrapassada, que não consegue articular
desenvolvimento com proteção ambiental.



Por isso, nossa questão com ele não é pessoal. É um
assunto que interessa a todos os brasileiros, e que
está profundamente ligado ao modelo de
desenvolvimento que queremos.
Recentemente, governo e empresas brasileiras
se comprometeram com o fim do desmatamento
na Amazônia. Desde 2009, ambientalistas e
agricultores familiares (74% do total de
agricultores brasileiros, segundo o IBGE) juntam
suas posições em torno da manutenção de um
Código Florestal forte, que protege a pequena
agricultura e o meio ambiente. Todos esses
atores formam um cenário de valorização florestal
que é apoiado pela sociedade civil.

Nessa reta final, precisaremos do seu apoio mais do
 que nunca para pedir aos parlamentares ruralistas
que deixem as florestas em paz.

Pedimos a você, agora, que escreva no
Twitter de Aldo Rebelo e reforce que você
quer que ele deixe nossas florestas em paz.





Esteja pronto nas próximas semanas, e muito obrigado
 pelo apoio em defesa de nossas florestas.

Se já assinou a petição e escreveu no Twitter
do Aldo, encaminhe essa mensagem aos seus amigos.




Rafael Cruz


Abraços,
Rafael Cruz

Rafael Cruz

Coordenador de campanha

Greenpeace





27 de maio de 2010

Hoje é o Dia Nacional da Mata Atlântica

 Endêmica da Mata Atlântica, a perereca (Hypsiboas semilineatus) ocorre em áreas florestais como restingas e matas de baixada.

Ela protege uma das mais ricas biodiversidades do mundo, oferece locais de beleza cênica sem igual, contribui com o fornecimento de água para mais da metade da população brasileira e na regulação do clima de algumas das maiores cidades do país. É impossível falar da Mata Atlântica, uma das florestas mais exuberantes do mundo, sem usar superlativos para dimensionar sua importância e evidenciar sua urgente proteção. Restam apenas 7% do bioma em seu estado natural e 60% dos animais ameaçados de extinção do país dependem desse ambiente para sobreviver. (WWF)


 
Confira alguns papéis de parede com imagens da Mata Atlântica clicadas pelo fotógrafo Adriano Gambarini




19 de maio de 2010

Petróleo derramado ameaça ecossistema do sul dos EUA


 Veja o infográfico que mostra o impacto na fauna e na flora, causado pelo derramamento de petróleo no Sul dos Estados Unidos.



 Clique aqui para ver o infográfico.

13 de abril de 2010

Código Florestal: cyberativismo





Mais uma vez, o Código Florestal, corpo de leis que protege as florestas brasileiras desde 1934, está ameaçado.

Assine aqui a petição para não permitir que a bancada da motosserra desfigure nosso Código Florestal.

O deputado Aldo Rebelo irá apresentar em breve um documento com as propostas de alteração dessa lei. E tudo indica que elas vão anistiar desmatadores e flexibilizar a proteção de nossas matas.

Proteste contra mais essa tentativa de acabar com as florestas no Brasil.

Há mais de dez anos, representantes da bancada ruralista deram partida numa ofensiva para mudar o Código Florestal em seu próprio benefício. A preservaçao das florestas é fundamental não só para a manutenção da biodiversidade, mas para equilibrar o clima no Brasil e no resto do planeta. Diante das chuvas torrenciais que provocaram deslizamentos e mortes no Rio de Janeiro, e que tendem a se tornar cada vez mais frequentes, a tarefa de resguardar o que resta de nossas matas é cada vez mais urgente.

Aldo Rebelo já deu indicações que está ao lado dos ruralistas que querem cada vez mais empurrar a agricultura e a pecuária para dentro da Amazônia e para o que sobrou de vegetação nativa em outros biomas brasileiros.

Mande um e-mail para o Aldo Rebelo dizendo que a questão é relevante demais para ser decidida apenas por meia dúzia de deputados em um ano de eleições. O assunto precisa ser debatido por todos os brasileiros e, portanto, o mínimo que se espera de nossos representantes no Congresso é que, ao invés de mexerem em legislação tão fundamental no fim de seus mandatos, tenham a coragem de levar o assunto para a campanha eleitoral.

Ajude a impedir que as nossas florestas continuem a ser devastadas. Assine aqui.