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6 de setembro de 2010

Na África: Formigas X Elefantes





Às vezes, até uma formiga é capaz de vencer um elefante. Não se trata de mais um refrão de autoajuda: é justamente isso que acontece quando certas espécies desses insetos vivem em acácias. Pesquisadores notaram que elefantes (Loxodonta africana) das savanas da África ao sul do Saara, que devoram folhas e galhos de muitas espécies de árvores, não chegavam perto de um tipo de acácia (conhecida como Acacia drepanolobium). Os cientistas descobriram que quatro espécies de formigas (Crematogaster mimosae, C. nigriceps, C. sjostedti e Tetraponera penzigi) protegem as árvores onde moram dos ataques dos elefantes.
A estratégia é simples: elas entram nas trombas e começam a picar e morder suas partes internas. Ao contrário do couro do elefante, que é muito resistente, a tromba tem muitas terminações nervosas extremamente sensíveis. Isso não acontece com as girafas. Devido à sua superlíngua, esses animais conseguem "varrer" as formigas das folhas para se alimentar.
Aparentemente, os elefantes são os únicos animais vulneráveis aos ataques.



SEM FORMIGAS
 
Os pesquisadores realizaram um experimento de 12 meses e verificaram que, sem formigas, os elefantes voltavam a se alimentar normalmente dessas acácias. A densidade de árvores e a quantidade de elefantes está diretamente relacionada na África. Quando as populações dos animais aumentam, a quantidade de árvores diminui --o que significa redução de absorção de CO2.  "A cobertura das árvores regula o ecossistema como um todo, incluindo a absorção de carbono e a dinâmica da alimentação dos bichos", diz Todd Palmer, da Universidade da Califórnia, um dos autores do estudo. Por isso, os pesquisadores estão avaliando a possibilidade de usar as formigas como barreiras naturais para proteção das árvores.
O estudo foi publicado na revista "Current Biology".


Fonte.: FolhaOnline

31 de julho de 2010

Cidade das Formigas

20 de junho de 2010

Lagartas e Vespas: interações com formigas, mutualismo e parasitismo


O que você vê nesta imagem são duas lagartas da mariposa Liphyra brassolis, uma clara em cima e uma mais marrom embaixo (olha a cabeçinha e as antenas). Elas possuem este formato diferentes pois, como dá para perceber, atacam formigas. Estas lagartas fazem parte do grupo Lycaenidae, que possui uma série de interações com formigas, de mutualísticas, onde a lagarta fornece um líquido açucarado em troca de proteção, à predatórias (ocorre até a relação de parasitismo que já descrevi aqui no Rainha), como esta lagarta comedora de pupas.

A carapaça grossa protege contra mordidas e ainda impede que as formigas consigam virar a lagarta e atacar a parte de baixo, que é macia e vulnerável. Com esta defesa digna do Fanático, a larva de mariposa consegue crescer dentro de formigueiros e se alimentar das formigas jovens sem grandes problemas, causando grandes estragos.


Já esta bolinha branca sobre a ninfa de um fulgomorfo (parente do grilo) que se alimenta da cana-de-açúcar é uma lagarta da mariposa Epiricania melanoleuca. Diferente da grande maioria das lagartas herbívoras, esta se alimenta da hemolinfa do fulgomorfo. Não chega a matá-lo mas debilita o suficiente para que ele não se reproduza. O que é muito apreciado pelos criadores de cana, que chegam a espalhar lagartas como forma de controle biológico.



Esta bela e gorda lagarta não está decorada à toa. Cada algodão daquele pendurado na Maduca sexta (a lagarta da folha do tabaco) é um casulo de uma vespa Cotesia congregata. Cada vespinha foi depositada com cuidado dentro da lagarta e, com a ajuda de um vírus simbionte que destrói a resposta imune da lagarta, elas cresceram durante cerca de 14 dias liberando compostos que castram a Manduca e a fazem continuar no estágio de larva se alimentando e incapaz de sofrer metamorfose. Em alguns dias novas vespinhas adultas emergirão dos casulos.
Isso mesmo, para a Cotesia invadir a lagarta, ela utiliza um vírus que destrói as defesas do hospedeiro. Talvez diga também que é um príncipe herdeiro que precisa de uma conta para depositar seus ovos. Ou que achou fotos íntimas da Manduca e que basta ela clicar no meusovos.exe.


Já estas três vespas simpáticas não estão coversando nem se encarando. São fêmeas depositando ovos. Que ovos? Onde? As mamães buscam larvas de besouro da madeira Phoracantha recurva, que estão se alimentando dentro tronco de árvore q'ue está sob elas, para depositar seus ovos.
Mais do que isso. As mães sabem a qualidade da larva em que estão pondo ovos, e nas larvas mais novas, com cerca de 2 semanas, colocam apenas ovos de machos, que são menores e requerem menos recursos para crescer. Já em larvas mais velhas, como 5 semanas, preferem colocar mais ovos de fêmeas, que são maiores. Por aquele buraquinho na madeira.

Créditos: http://scienceblogs.com.br/rainha/

4 de maio de 2010

Cephalotes - Cabeça dura

As formigas tropicas do gênero Cephalotes normalmente vivem em árvores, e possuem um método de defesa muito curioso. Elas protegem as entradas das tocas com estas cabeças chatas enormes, que cobrem mesmo buracos grandes, onde elas se posicionam lado-a-lado. (Capacete rsrs)

 Cephalotes clypeatus
 
Cephalotes rohweri

Quando caem de um local alto, usam o corpo chato e abrem as patas para poder planar de um local a outro, um Buzz Lightyear dos insetos. Elas podem inclusive escolher a direção, para cair na mesma árvore ou no solo, dependendo do que estão fazendo, fugindo de um predador ou explorando o terreno, por exemplo.

Veja como, apesar do esforço do pesquisador, elas conseguem planar de volta para o tronco da árvore onde estavam (pesquisa também é diversão):




Confira outras BELAS fotos de algumas espécies:


créditos: http://scienceblogs.com.br/rainha

5 de novembro de 2009

Formiga de Marte?

Biólogo encontra formiga que viveu com os dinossauros

Espécie achada em mata em Manaus, que pode ser a mais antiga do grupo na Terra, tem mais de 100 milhões de anos. Descoberta é tão estranha que o famoso cientista americano Edward Wilson afirmou que o inseto deve mesmo é ser "de Marte" rsrs

Formiga achada no Brasil vista do alto; insetos que devem ter sido "pisados' pelos dinossauros

A formiga saúva que vive na Terra há "apenas" 5 milhões de anos- é novata perto da formiga pálida, sem olhos e de 3 milímetros que o biólogo Christian Rabeling achou na tarde de 9 de maio de 2003, nos arredores de Manaus. Esses insetos são tão velhos que os dinossauros devem ter pisado neles.
"Pode ser a espécie mais antiga viva, com mais de 100 milhões de anos", diz Rabeling, da Universidade do Texas, que assina artigo publicado hoje na revista "PNAS" descrevendo a espécie então descoberta.
O estudo mostra ainda como as formigas se diversificaram. A origem delas ocorreu entre 189 milhões e 115 milhões de anos atrás, em plena era dos dinos.
Em 2003, Rabeling fazia trabalho de campo em Manaus quando viu uma formiga muito estranha passeando pela serrapilheira (camada de folhas que recobre o solo na mata). Sem conseguir identificá-lo de imediato, o pesquisador coletou o animal para mostrar ao pesquisador Manfred Verhaagh, do Museu de História Natural de Karlsruhe, na Alemanha.
A espécie, disse o colega também alemão, era a mesma que ele e Marcos Gracia, da Embrapa da Amazônia, haviam descoberto na mesma região em 1998. Em um vôo para São Paulo, porém, a tampa do frasco com as formigas estourou. A espécie diferente ficou incógnita até a redescoberta de 2003.

continua... Fonte: FolhaOnline/UOL


21 de outubro de 2009

As incríveis Formigas

Li uma série de textos (artigos) sobre o comportamento da Cataglyphis fortis: Uma formiguinha muito esperta, rs

Nesse vídeo abaixo, Confira
"como a Cataglyphis fortis consegue encontrar a entrada de seu ninho após caminhar por dezenas, e até centenas, de metros no grande areial do deseto do Saara..."



Comportamento adotado pela formiga enquanto ela se distancia de seu ninho



Créditos: http://scienceblogs.com.br/brontossauros

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